Estudantes dos PALOP no Ensino Superior português

  • Heldemerina Samutelela Pires
Palavras-chave: -

Resumo

O acesso dos estudantes do Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) às universidades portuguesas é facilitado pela existência de acordos de cooperação. Os estudantes são colocados, sempre que possível, no par estabelecimento de ensino/curso pretendido. O problema levanta-se no contexto da sua progressão ao lingo do Ensino Superior. A sua experiência de estudo noutro país envolve desafios que, para alguns, podem revelar-se enriquecedores e facilitadores do seu desenvolvimento pessoal e social enquanto, para outros, poderá ser uma experiência negativa quando marcada por dificuldades de ordem social, económica e afectiva. A adaptação a uma nova cultura, inevitavelmente ligada ao domínio da língua, à compreensão de regras e normas orientadores de comportamentos, à adopção de novos valores, atitudes e padrões de comportamento, poderá originar dificuldades quando existe uma perspectiva multicultural limitada. Relativamente aos estudantes dos PALOP salienta-se o facto de a sua progressão nos estudos ser agravada por uma inadequada formação anterior, um fraco domínio da língua portuguesa, falta de apoio, dificuldades na aprendizagem dos conteúdos das disciplinas, e de integração, entre outras. Provavelmente, uma intervenção a nível social e da aprendizagem dirigida sobretudo a uma aprendizagem correcta da língua portuguesa, facilita uma melhor adaptação e inserção na sociedade de acolhimento. Tal como outros países europeus, Portugal é um país com uma população estudantil cada vez mais heterogénea do ponto de vista da diversidade étnica, cultural e linguística o que, em certa medida, obriga a uma maior atenção às questões levantadas neste contexto, buscando respostas mais adequadas à resolução de determinadas situações problemáticas.

DOI: http://dx.doi.org/10.17575/rpsicol.v14i2.507

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Referências

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Como Citar
Pires, H. (1). Estudantes dos PALOP no Ensino Superior português. PSICOLOGIA, 14(2), 149-157. https://doi.org/10.17575/rpsicol.v14i2.507
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